quarta-feira, 8 de julho de 2026

PREFEITURA DE NITERÓI - Na reta final, obra de dragagem do Canal de São Lourenço vai impulsionar setor naval

PREFEITURA DE NITERÓI
COORDENADORIA GERAL DE COMUNICAÇÃO


Na reta final, obra de dragagem do Canal de São Lourenço vai impulsionar setor naval 

Em encontro com segmentos da economia azul, prefeito Rodrigo Neves anunciou uma nova etapa da obra para viabilizar ainda mais a circulação de navios

 

08/07/2026 – Niterói prepara uma virada econômica com a dragagem do Canal de São Lourenço entrando na reta final. O objetivo é promover a retomada da indústria naval, a geração de emprego e renda e novos investimentos para alavancar a economia do mar. Nesta terça-feira (7), em encontro com representantes do cluster naval e offshore, estaleiros, setor portuário, empresas de apoio marítimo e segmentos ligados ao petróleo e gás, o prefeito Rodrigo Neves anunciou uma segunda etapa de intervenções, com novos estudos para ampliar ainda mais a circulação de embarcações no complexo marítimo e impulsionar novos investimentos na cidade.

“A dragagem do Canal de São Lourenço é uma das estratégias centrais para a retomada econômica de Niterói. Desde o início do meu primeiro mandato, passamos a estudar a viabilidade dessa intervenção, essencial para permitir a entrada de navios de maior porte e destravar a atividade portuária e naval da cidade. Estamos criando as condições para recuperar uma cadeia histórica que envolve a indústria naval, os estaleiros e também a atividade pesqueira, com a reativação do entreposto de pesca e a requalificação do entorno da Ilha da Conceição. É uma transformação que abre novas frentes de desenvolvimento e recoloca Niterói em uma posição estratégica na economia do mar”, afirmou o prefeito.

Com investimento de R$ 162,6 milhões, a intervenção vai ampliar a profundidade do canal de 7 para 11 metros, permitir a circulação de embarcações de maior porte e reduzir uma das principais limitações operacionais da região. A expectativa é de que a melhoria da infraestrutura marítima gere impacto em toda a cadeia produtiva, envolvendo construção naval, manutenção, logística, serviços especializados, pesca e fornecedores.

Rodrigo Neves também anunciou uma nova etapa de planejamento para ampliar a dragagem do Canal de São Lourenço. Atualmente, os estudos técnicos conduzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) estão em andamento e vão subsidiar as próximas decisões sobre o complexo marítimo. O novo estudo de dragagem será desenvolvido para orientar uma futura fase do projeto e avaliar novas intervenções capazes de ampliar a navegabilidade e a capacidade operacional do Canal de São Lourenço. Após os estudos, a previsão é de realização da licitação em 2027.

Recuperação de setor que perdeu mais de 20 mil empregos – A dragagem chega em um momento de reconstrução de uma cadeia produtiva que, durante décadas, foi um dos pilares da economia de Niterói. A região da Ilha da Conceição se consolidou como um dos principais polos navais do país, reunindo estaleiros, empresas fornecedoras e mão de obra especializada.

A partir da década de 1990, com a redução dos investimentos no setor naval brasileiro, crises na indústria de óleo e gás e perda de competitividade, a cidade sofreu forte impacto econômico. Mais de 20 mil postos de trabalho foram perdidos ao longo desse processo, afetando uma rede que envolvia empregos diretos e indiretos.

O secretário executivo de Niterói, Felipe Peixoto, reforçou que a dragagem do Canal de São Lourenço é muito importante para a economia da cidade.

“Estamos investindo recursos da Prefeitura porque a economia do mar é uma estratégia de desenvolvimento para Niterói. A dragagem é fundamental para fortalecer setores como indústria naval, atividade portuária, pesca e apoio offshore, gerando emprego, renda e novas oportunidades”, disse Felipe Peixoto.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Luiz Paulino Moreira Leite, a dragagem representa a superação de um dos principais obstáculos para a retomada desse segmento estratégico.

“O município decidiu liderar esse esforço diante da crise do setor naval e da atividade pesqueira e portuária. Hoje estamos próximos de concretizar uma obra que pode mudar a base econômica da cidade. Será a hora de continuarmos criando as condições para novos investimentos e oportunidades. Entraremos numa nova fase com qualificação e reestruturação. Podemos dizer que fizemos a estrada; agora vamos fazer novas ruas”, afirmou o secretário.

Prefeitura liderou etapas para realizar obra histórica - Embora a dragagem seja uma atribuição federal, a Prefeitura de Niterói assumiu papel estratégico para viabilizar o projeto. O município financiou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), com investimento de R$ 772 mil, etapa fundamental para a obtenção do licenciamento ambiental.

O processo envolveu estudos técnicos, audiências públicas e análises ambientais, avaliando fatores como qualidade da água, características do solo, ruídos subaquáticos e impactos sobre a fauna marinha.

Com a conclusão das obras, a atualização oficial das condições de navegabilidade dependerá da elaboração de uma nova carta náutica pela Marinha.

Para o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), Domênico Accetta, a conclusão da dragagem representa um marco para o desenvolvimento econômico de Niterói.

“Hoje foi uma grande satisfação participar desse momento, ao lado do secretário, do prefeito e de todos os envolvidos, acompanhando a finalização da dragagem em Niterói. Essa obra possibilita o incremento de novos serviços, mais oportunidades de trabalho, geração de receitas e uma melhoria na qualidade de vida da população. Esse é o principal objetivo: transformar uma intervenção de infraestrutura em desenvolvimento econômico e social para a cidade”, explicou Domênico Accetta.

Segmentos destacam apoio à economia azul - O presidente da RJ Metal e vice-presidente do Conselho Regional Leste Fluminense da Firjan, Marcius Ferrari Duarte de Oliveira, destacou a importância da parceria entre poder público e setor produtivo para fortalecer a economia regional. Segundo ele, a dragagem do Canal de São Lourenço representa um avanço estratégico para ampliar a competitividade da indústria naval, portuária e de petróleo e gás.

“A dragagem do Canal de São Lourenço é um pleito que a Firjan acompanha há muitos anos, por entender seu impacto direto na competitividade da indústria e no desenvolvimento econômico da nossa região. Ver esse projeto avançando representa um passo importante para fortalecer as atividades naval, portuária e de petróleo e gás no Leste Fluminense”, disse Marcius Ferrari.

O representante da Firjan também ressaltou que a qualificação profissional será fundamental para acompanhar a retomada do setor, destacando a atuação do Senai na formação de mão de obra para atender às novas demandas da indústria.

CEO do Estaleiro Mauá, Miro Arantes também participou do encontro. Em maio, ele aderiu ao Refis Municipal do Setor Naval, iniciativa da Prefeitura de Niterói criada para apoiar a recuperação da indústria naval e estimular a retomada dos investimentos. O programa estabelece condições especiais para a regularização de débitos tributários, com descontos de até 100% sobre multas e juros e possibilidade de parcelamento por mais de 20 anos.

“Cada emprego direto gerado pela indústria naval movimenta uma cadeia de empregos indiretos e fortalece diversos setores. A retomada é um desafio, mas iniciativas como essa demonstram confiança no potencial de Niterói e ajudam a criar condições para o fortalecimento da vocação naval da cidade”, ressaltou Miro Arantes.

O representante do Porto de Niterói, Wilson Coutinho, destacou que a conclusão da dragagem representa a superação de uma importante limitação operacional e abre novas perspectivas para o desenvolvimento portuário da cidade.

“Estamos no Porto de Niterói há 25 anos e temos muito a agradecer por esse momento. O porto passou por um período de inatividade e, nos últimos anos, enfrentou restrições que limitaram sua operação. Com essa obra, a Prefeitura abre um novo caminho, como uma nova estrada para o futuro, criando uma excelente perspectiva para o crescimento das atividades portuárias e econômicas da cidade”, afirmou Wilson Coutinho.

Setor empresarial vê novas oportunidades - Gisela MacLaren, representante do setor empresarial e integrante da cadeia naval de Niterói, destacou o impacto positivo dos anúncios feitos pela Prefeitura para a continuidade das atividades industriais e a geração de empregos na cidade.

“Saímos daqui revigorados, estimulados e com a confiança de que a Prefeitura está criando condições para a continuidade das nossas atividades. A segunda fase da dragagem é fundamental para a manutenção dos empregos na Ilha da Conceição e para fortalecer os grandes negócios que temos no setor de óleo e gás”, concluiu Gisela MacLaren.

 

Fotos: Luciana Carneiro


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terça-feira, 7 de julho de 2026

PREFEITURA DE NITERÓI - Na reta final, obra de dragagem do Canal de São Lourenço vai impulsionar setor naval

PREFEITURA DE NITERÓI
COORDENADORIA GERAL DE COMUNICAÇÃO


Na reta final, obra de dragagem do Canal de São Lourenço vai impulsionar setor naval 

Em encontro com segmentos da economia azul, prefeito Rodrigo Neves anunciou uma nova etapa da obra para viabilizar ainda mais a circulação de navios

 

07/07/2026 – Niterói prepara uma virada econômica com a dragagem do Canal de São Lourenço entrando na reta final. O objetivo é promover a retomada da indústria naval, a geração de emprego e renda e novos investimentos para alavancar a economia do mar. Nesta terça-feira (7), em encontro com representantes do cluster naval e offshore, estaleiros, setor portuário, empresas de apoio marítimo e segmentos ligados ao petróleo e gás, o prefeito Rodrigo Neves anunciou uma segunda etapa de intervenções, com novos estudos para ampliar ainda mais a circulação de embarcações no complexo marítimo e impulsionar novos investimentos na cidade.

“A dragagem do Canal de São Lourenço é uma das estratégias centrais para a retomada econômica de Niterói. Desde o início do meu primeiro mandato, passamos a estudar a viabilidade dessa intervenção, essencial para permitir a entrada de navios de maior porte e destravar a atividade portuária e naval da cidade. Estamos criando as condições para recuperar uma cadeia histórica que envolve a indústria naval, os estaleiros e também a atividade pesqueira, com a reativação do entreposto de pesca e a requalificação do entorno da Ilha da Conceição. É uma transformação que abre novas frentes de desenvolvimento e recoloca Niterói em uma posição estratégica na economia do mar”, afirmou o prefeito.

Com investimento de R$ 162,6 milhões, a intervenção vai ampliar a profundidade do canal de 7 para 11 metros, permitir a circulação de embarcações de maior porte e reduzir uma das principais limitações operacionais da região. A expectativa é de que a melhoria da infraestrutura marítima gere impacto em toda a cadeia produtiva, envolvendo construção naval, manutenção, logística, serviços especializados, pesca e fornecedores.

Rodrigo Neves também anunciou uma nova etapa de planejamento para ampliar a dragagem do Canal de São Lourenço. Atualmente, os estudos técnicos conduzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) estão em andamento e vão subsidiar as próximas decisões sobre o complexo marítimo. O novo estudo de dragagem será desenvolvido para orientar uma futura fase do projeto e avaliar novas intervenções capazes de ampliar a navegabilidade e a capacidade operacional do Canal de São Lourenço. Após os estudos, a previsão é de realização da licitação em 2027.

Recuperação de setor que perdeu mais de 20 mil empregos – A dragagem chega em um momento de reconstrução de uma cadeia produtiva que, durante décadas, foi um dos pilares da economia de Niterói. A região da Ilha da Conceição se consolidou como um dos principais polos navais do país, reunindo estaleiros, empresas fornecedoras e mão de obra especializada.

A partir da década de 1990, com a redução dos investimentos no setor naval brasileiro, crises na indústria de óleo e gás e perda de competitividade, a cidade sofreu forte impacto econômico. Mais de 20 mil postos de trabalho foram perdidos ao longo desse processo, afetando uma rede que envolvia empregos diretos e indiretos.

O secretário executivo de Niterói, Felipe Peixoto, reforçou que a dragagem do Canal de São Lourenço é muito importante para a economia da cidade.

“Estamos investindo recursos da Prefeitura porque a economia do mar é uma estratégia de desenvolvimento para Niterói. A dragagem é fundamental para fortalecer setores como indústria naval, atividade portuária, pesca e apoio offshore, gerando emprego, renda e novas oportunidades”, disse Felipe Peixoto.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Luiz Paulino Moreira Leite, a dragagem representa a superação de um dos principais obstáculos para a retomada desse segmento estratégico.

“O município decidiu liderar esse esforço diante da crise do setor naval e da atividade pesqueira e portuária. Hoje estamos próximos de concretizar uma obra que pode mudar a base econômica da cidade. Será a hora de continuarmos criando as condições para novos investimentos e oportunidades. Entraremos numa nova fase com qualificação e reestruturação. Podemos dizer que fizemos a estrada; agora vamos fazer novas ruas”, afirmou o secretário.

Prefeitura liderou etapas para realizar obra histórica - Embora a dragagem seja uma atribuição federal, a Prefeitura de Niterói assumiu papel estratégico para viabilizar o projeto. O município financiou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), com investimento de R$ 772 mil, etapa fundamental para a obtenção do licenciamento ambiental.

O processo envolveu estudos técnicos, audiências públicas e análises ambientais, avaliando fatores como qualidade da água, características do solo, ruídos subaquáticos e impactos sobre a fauna marinha.

Com a conclusão das obras, a atualização oficial das condições de navegabilidade dependerá da elaboração de uma nova carta náutica pela Marinha.

Para o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), Domênico Accetta, a conclusão da dragagem representa um marco para o desenvolvimento econômico de Niterói.

“Hoje foi uma grande satisfação participar desse momento, ao lado do secretário, do prefeito e de todos os envolvidos, acompanhando a finalização da dragagem em Niterói. Essa obra possibilita o incremento de novos serviços, mais oportunidades de trabalho, geração de receitas e uma melhoria na qualidade de vida da população. Esse é o principal objetivo: transformar uma intervenção de infraestrutura em desenvolvimento econômico e social para a cidade”, explicou Domênico Accetta.

Segmentos destacam apoio à economia azul - O presidente da RJ Metal e vice-presidente do Conselho Regional Leste Fluminense da Firjan, Marcius Ferrari Duarte de Oliveira, destacou a importância da parceria entre poder público e setor produtivo para fortalecer a economia regional. Segundo ele, a dragagem do Canal de São Lourenço representa um avanço estratégico para ampliar a competitividade da indústria naval, portuária e de petróleo e gás.

“A dragagem do Canal de São Lourenço é um pleito que a Firjan acompanha há muitos anos, por entender seu impacto direto na competitividade da indústria e no desenvolvimento econômico da nossa região. Ver esse projeto avançando representa um passo importante para fortalecer as atividades naval, portuária e de petróleo e gás no Leste Fluminense”, disse Marcius Ferrari.

O representante da Firjan também ressaltou que a qualificação profissional será fundamental para acompanhar a retomada do setor, destacando a atuação do Senai na formação de mão de obra para atender às novas demandas da indústria.

CEO do Estaleiro Mauá, Miro Arantes também participou do encontro. Em maio, ele aderiu ao Refis Municipal do Setor Naval, iniciativa da Prefeitura de Niterói criada para apoiar a recuperação da indústria naval e estimular a retomada dos investimentos. O programa estabelece condições especiais para a regularização de débitos tributários, com descontos de até 100% sobre multas e juros e possibilidade de parcelamento por mais de 20 anos.

“Cada emprego direto gerado pela indústria naval movimenta uma cadeia de empregos indiretos e fortalece diversos setores. A retomada é um desafio, mas iniciativas como essa demonstram confiança no potencial de Niterói e ajudam a criar condições para o fortalecimento da vocação naval da cidade”, ressaltou Miro Arantes.

O representante do Porto de Niterói, Wilson Coutinho, destacou que a conclusão da dragagem representa a superação de uma importante limitação operacional e abre novas perspectivas para o desenvolvimento portuário da cidade.

“Estamos no Porto de Niterói há 25 anos e temos muito a agradecer por esse momento. O porto passou por um período de inatividade e, nos últimos anos, enfrentou restrições que limitaram sua operação. Com essa obra, a Prefeitura abre um novo caminho, como uma nova estrada para o futuro, criando uma excelente perspectiva para o crescimento das atividades portuárias e econômicas da cidade”, afirmou Wilson Coutinho.

Setor empresarial vê novas oportunidades - Gisela MacLaren, representante do setor empresarial e integrante da cadeia naval de Niterói, destacou o impacto positivo dos anúncios feitos pela Prefeitura para a continuidade das atividades industriais e a geração de empregos na cidade.

“Saímos daqui revigorados, estimulados e com a confiança de que a Prefeitura está criando condições para a continuidade das nossas atividades. A segunda fase da dragagem é fundamental para a manutenção dos empregos na Ilha da Conceição e para fortalecer os grandes negócios que temos no setor de óleo e gás”, concluiu Gisela MacLaren.

 

Fotos: Luciana Carneiro

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PREFEITURA DE NITERÓI - Crianças conhecem cooperativa de reciclagem parceira da Clin e aprendem sobre sustentabilidade na prática


PREFEITURA DE NITERÓI

COORDENADORIA GERAL DE COMUNICAÇÃO


Atividade promovida pela Clin apresenta às crianças os impactos positivos da coleta seletiva


07-07 -2026  Com o objetivo de despertar a consciência ambiental desde a infância, a Prefeitura de Niterói, por meio da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) promoveu uma visita de cerca de 20 estudantes, com idades entre 7 e 9 anos, da Escola Infazia, à sede da Cooperativa Rede Central Niterói, localizada na Rua Padre Anchieta, no Centro. A atividade integra o Projeto Coleta Seletiva nas Escolas e proporcionou aos alunos uma experiência prática sobre reciclagem e descarte consciente de resíduos.

 A Cooperativa Rede Central Niterói integra o programa Recicla Niterói, lançado pela Prefeitura de Niterói em 2024, em parceria com a Clin e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMDH). A iniciativa busca ampliar a eficiência da coleta seletiva no município e promover inclusão social por meio da geração de trabalho e renda para pessoas em situação de rua.

Segundo a coordenadora do Projeto Coleta Seletiva nas Escolas, Juliane Porto, o contato direto com a reciclagem desperta nas crianças uma compreensão mais ampla sobre a importância do descarte correto dos resíduos.

"Pela primeira vez, essas crianças puderam acompanhar, na prática, todo o processo da reciclagem e compreender sua importância. Esse aprendizado contribui para que entendam o valor dos materiais que descartam, tanto para a preservação do meio ambiente quanto para a geração de renda das famílias dos catadores. Nosso objetivo é fazer com que alunos, professores e funcionários se tornem multiplicadores das práticas de descarte consciente", destacou.

Durante a visita, as crianças acompanharam todas as etapas do processo de reciclagem, participaram de uma oficina de contação de histórias e conheceram uma exposição com brinquedos e objetos produzidos com materiais recicláveis pelos colaboradores da Clin.

A aluna Helena Basile, de 7 anos, também compartilhou o que aprendeu durante a atividade.

"Nesta história de hoje, aprendemos que somos nós mesmos que levamos o lixo para as praias. A gente não pode sujar a praia", disse.

A professora Gabriela de Sousa Branco, da Escola Infazia, ressaltou que a experiência fortalece o aprendizado desenvolvido em sala de aula:

"Esta vivência é fundamental porque as crianças são curiosas e aprendem com facilidade. Estamos levando a reciclagem para a escola e elas estão muito motivadas a participar do projeto", afirmou.

 Criado em 2019, o Projeto Coleta Seletiva nas Escolas amplia, a cada ano, as ações de educação ambiental nas redes pública e privada de ensino de Niterói. Em 2025, a Clin capacitou 78 escolas da rede municipal, alcançando 11.115 alunos e 1.300 professores por meio de 735 palestras. Na rede privada, o projeto atendeu cinco escolas, envolvendo 493 alunos, 99 professores e a realização de 56 palestras.

 Para o presidente da Cooperativa, Reinaldo Silva de Abreu, ações de educação ambiental são fundamentais para transformar hábitos e fortalecer a cultura da sustentabilidade:

"As crianças e os jovens têm muito a contribuir nessa mudança de comportamento da sociedade em relação ao descarte responsável de resíduos. As futuras gerações já irão lidar com essa prática de forma muito mais natural", ressaltou.

 Além das ações educativas, a Clin disponibiliza contêineres para coleta seletiva às escolas das redes pública e privada. As instituições particulares interessadas em implantar o programa podem solicitar orientações técnicas e palestras junto à Companhia.


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PREFEITURA DE NITERÓI - Prefeitura de Niterói lança Programa Rede Caramelo para proteção de animais

PREFEITURA DE NITERÓI
COORDENADORIA GERAL DE COMUNICAÇÃO

Prefeitura de Niterói lança Programa Rede Caramelo para proteção de animais

Nova política municipal reúne ações já existentes e cria novos equipamentos e programas voltados aos pets

07/07/2026 – A Prefeitura de Niterói lançou, nesta terça-feira (07), o Programa Rede Caramelo, a nova política municipal de proteção animal que reúne, integra e amplia as ações desenvolvidas pela cidade. Durante a cerimônia, foi assinado o decreto de desapropriação do imóvel que abrigará o Hospital Municipal Veterinário. A Rede Caramelo também contempla a criação de um Centro de Atendimento a Animais Silvestres, auxílio financeiro para protetores que oferecem lar temporário a animais vítimas de maus-tratos, a implantação de um novo Parcão na Praça Getúlio Vargas, a reforma do Parcão do Campo de São Bento e um convênio para acolhimento de equinos apreendidos em vias públicas. Além disso, fortalece iniciativas já consolidadas, como o Castramóvel, o Centro de Controle Populacional de Animais Domésticos (CCPAD), as campanhas de adoção, o programa Ação Animal, a Educação Animalista e as ações gratuitas de saúde animal.

"Estamos lançando a Rede Caramelo, uma iniciativa construída em parceria com diversas instituições e protetores da causa animal. Esse é mais um passo importante para fortalecer uma política pública de cuidado e proteção aos animais em Niterói. Quem é da cidade sabe o quanto os cães e gatos fazem parte das nossas famílias. Quase todo mundo tem um animal de estimação ou conhece alguém que tenha. Por isso, além de cuidar das pessoas, também precisamos cuidar dos nossos animais. A Rede Caramelo amplia esse olhar, fortalece ações como a castração e o atendimento veterinário e mostra que Niterói está avançando cada vez mais no bem-estar animal", destacou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

O Hospital Municipal Veterinário será instalado em um imóvel no Centro, cuja desapropriação foi autorizada durante a cerimônia. A entrega está prevista para 2027. A unidade oferecerá consultas, exames complementares e cirurgias para os animais.

"O Hospital Veterinário é uma conquista muito importante para Niterói e representa um avanço na rede municipal de cuidado e atendimento aos animais. Sabemos que muitas famílias acolhem e cuidam de seus animais com dedicação, mas nem sempre conseguem arcar com os custos de consultas, exames e tratamentos. Com esse equipamento, o município amplia a rede de atendimento e oferece mais suporte tanto aos animais quanto aos seus tutores. Esse projeto integra um conjunto de ações que fortalece a proteção animal na cidade, desde o resgate e acolhimento até o atendimento veterinário, consolidando uma política pública cada vez mais completa", afirmou o secretário Executivo de Niterói, Felipe Peixoto.

Programa fortalece ações já consolidadas

A política municipal de proteção animal começou a ser estruturada em 2017, com a criação da Coordenadoria Especial de Direitos dos Animais (CEDA) e a inauguração do Centro de Controle Populacional de Animais Domésticos (CCPAD), que passou a oferecer castração gratuita de cães e gatos à população. Em 2020, entrou em operação o Castramóvel e, em 2022, foi implantado o programa de microchipagem, que já identificou mais de 8,5 mil animais no município.

"A proteção animal é uma prioridade em Niterói, e esse trabalho vem sendo construído ao longo dos últimos anos, desde a criação da legislação municipal de proteção animal. Hoje, contamos com diversas ações voltadas ao bem-estar animal e vamos avançar ainda mais com a implantação do programa de lar temporário para animais vítimas de maus-tratos e do Centro de Atendimento a Animais Silvestres. Esses novos equipamentos vão ampliar nossa capacidade de acolhimento, tratamento, reabilitação e adoção, além de garantir que os animais silvestres resgatados recebam os cuidados necessários e, sempre que possível, sejam reintegrados ao seu habitat natural", explicou a diretora da Coordenadoria Especial de Direitos dos Animais (CEDA), Fernanda Campista.

A Rede Caramelo reúne dez frentes já em funcionamento: CCPAD, Castramóvel, campanhas de adoção, Ação Animal, Programa de Combate à Esporotricose, Programa de Combate à Doença do Carrapato, Educação Animalista, Área Pet do Projeto Recomeço, atuação em tragédias climáticas e parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social. A Prefeitura também mantém convênio com a Universidade Federal Fluminense para o programa de residência em Medicina Veterinária e inseriu ações de proteção animal entre as metas do Niterói Que Queremos 2050.

Além de reunir essas iniciativas, o programa amplia e fortalece os serviços já oferecidos. O Castramóvel será reestruturado e passará a intensificar as ações de conscientização sobre o combate ao abandono e aos maus-tratos. O CCPAD será reformado para ampliar sua capacidade de atendimento, enquanto as campanhas de adoção ganharão nova estrutura, com a aquisição de tendas, mesas, cadeiras, cercados e gaiolas.

O programa Ação Animal continuará realizando, mensalmente, ações de microchipagem, vacinação antirrábica e orientação veterinária gratuita nos bairros da cidade. Também serão mantidos os programas de tratamento gratuito da esporotricose e da doença transmitida pelo carrapato para tutores com diagnóstico confirmado. O projeto de Educação Animalista ganhará uma nova cartilha adaptada a diferentes faixas etárias, enquanto o Projeto Recomeço seguirá oferecendo atendimento veterinário, vacinação, medicamentos antiparasitários e encaminhamento para castração dos cães de pessoas em situação de rua.

Para a diretora-presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA), Elizabeth MacGregor, a Rede Caramelo coloca Niterói entre os municípios que avançam na construção de políticas públicas voltadas ao bem-estar animal.

"O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal atua em defesa de todos os animais, incluindo os de produção, combatendo práticas que causam sofrimento. Mas a proteção de cães e gatos também é uma das nossas prioridades, e é por isso que estamos aqui hoje. O que Niterói está fazendo com a Rede Caramelo é muito importante e pode servir de exemplo para outras cidades. Esse é um modelo inovador, que acompanha uma tendência mundial de fortalecimento das políticas públicas de bem-estar animal. Queremos ver essa iniciativa crescer, alcançar toda a cidade e inspirar outros municípios", afirmou Elizabeth MacGregor, diretora-presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA).

Fotos: Claudio Fernandes
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PREFEITURA DE NITERÓI - Prefeitura de Niterói conclui ciclo de formação para conselheiros de políticas públicas

PREFEITURA DE NITERÓI
COORDENADORIA GERAL DE COMUNICAÇÃO

Prefeitura de Niterói conclui ciclo de formação para conselheiros de políticas públicas


07/07/2026 - Cerca de 100 pessoas participaram, ao longo de três dias, da segunda edição da Escola de Educação Popular, promovida pela Prefeitura de Niterói em parceria com a Secretaria Nacional de Participação Social. O ciclo de formação teve como objetivo fortalecer a atuação de conselheiros de políticas públicas, servidores públicos, representantes de associações e integrantes de movimentos sociais envolvidos nos espaços de participação e diálogo com a sociedade.

Ao longo da programação, foram realizadas atividades formativas conduzidas por técnicos da Secretaria Nacional de Participação Social, abordando temas relacionados à democracia participativa, ao fortalecimento das instâncias de controle social e à construção coletiva de políticas públicas.

No primeiro módulo, voltado aos servidores públicos, os participantes refletiram sobre a participação social e o papel do serviço público na consolidação de uma sociedade mais democrática. Na sexta-feira, a Escola de Educação Popular deu continuidade à formação dos conselheiros municipais de políticas públicas.

O encerramento, realizado neste sábado, na sede da Federação das Associações de Moradores de Niterói (Famnit), reuniu conselheiros, representantes de movimentos sociais, lideranças comunitárias e servidores públicos para debater desafios, compartilhar experiências e discutir caminhos para fortalecer a participação da população na formulação, no acompanhamento e na avaliação das políticas públicas.

Para Maria do Carmo Albuquerque, coordenadora da atividade, um ponto em comum ficou evidente ao longo dos três encontros.

"Durante os três dias, percebemos que os participantes compartilham o desejo de construir um espaço permanente de integração entre as diferentes esferas da participação social", destacou.

Segundo o secretário municipal de Participação Social, Octávio Ribeiro, a realização da Escola de Educação Popular também serviu como preparação para o lançamento do Fórum Municipal de Participação Social, previsto para o segundo semestre.

"Cada encontro e cada ciclo de formação demonstram o quanto é desafiador ampliar e fortalecer os mecanismos de participação já existentes. Ao mesmo tempo, mostram que estamos avançando para construir um Fórum plural, capaz de reunir diferentes segmentos da sociedade. Em Niterói, a participação social não é uma ação isolada, mas um método de gestão", afirmou.

A Escola de Educação Popular é resultado do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Prefeitura de Niterói e o Governo Federal, por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República. As atividades de qualificação voltadas a servidores públicos, conselheiros de políticas públicas, lideranças comunitárias e movimentos sociais integram as ações de fortalecimento do Plano Municipal de Participação Social.

Fotos: Bruno Eduardo Alves 

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segunda-feira, 6 de julho de 2026

PREFEITURA DE NITERÓI - Niterói promove programação do “Tô de Férias na Escola” para estudantes da rede municipal

PREFEITURA DE NITERÓI
COORDENADORIA GERAL DE COMUNICAÇÃO


Niterói promove programação do “Tô de Férias na Escola” para estudantes da rede municipal

Atividades incluem oficinas, música, teatro, jogos e atividades culturais em 15 escolas municipais

 

06/07/2026 - A Prefeitura de Niterói realiza, entre os dias 13 e 24 de julho, o programa “Tô de Férias na Escola”, iniciativa da Secretaria Municipal de Educação que transforma o período de recesso escolar em um momento de aprendizado, convivência e vivências culturais para estudantes da rede municipal. As atividades acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h.

Ao todo, 15 escolas da rede municipal participam desta edição, reunindo 704 estudantes. Durante as duas semanas de atividades, as unidades escolares desenvolvem uma programação diversificada, com oficinas de dança, teatro, música, contação de histórias, jogos, brincadeiras e ações culturais, promovendo a convivência, a criatividade e o protagonismo infantil.

A abertura e o encerramento da programação vão ocorrer no Centro de Formação Darcy Ribeiro, no Barreto, e os estudantes também participarão de atividades no Theatro Municipal. As inscrições foram feitas internamente pelas unidades escolares que optaram por integrar a iniciativa.

O secretário municipal de Educação, Bira Marques, destacou a importância da iniciativa para ampliar as experiências e vivências das crianças.

“A escola é um lugar de aprendizagem, mas também de descobertas. O “Tô de Férias na Escola” reforça essa missão ao transformar o recesso em uma oportunidade para que nossas crianças explorem novos espaços, desenvolvam a criatividade e convivam de forma leve, com música, cultura, arte e muita diversão”, afirmou o secretário.

O programa integra as ações da Secretaria Municipal de Educação voltadas ao fortalecimento de experiências educativas ampliadas, valorizando o direito à infância, ao lazer e ao acesso à cultura dentro da rede pública de ensino.

Escolas participantes:

E.M. Alberto Francisco Torres 
E.M. Demenciano Antonio de Moura 
E.M. Djalma Coutinho 
E.M. Jacinta Medela 
E.M. Profª Maria Felisberta Baptista da Trindade 
E.M. Santos Dumont
UMEI Alberto de Oliveira
UMEI Almir Garcia 
UMEI Geraldo Montedonio Bezerra de Menezes 
UMEI Jacy Pacheco 
UMEI Julieta Botelho
UMEI Lizete Fernandes Maciel 
UMEI Profª Áurea Trindade Pimentel de Menezes 
UMEI Renata Gonçalves Magaldi 
UMEI Vinicius de Moraes 

Fotos: Divulgação


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PREFEITURA DE NITERÓI: Espaços culturais da Prefeitura de Niterói promovem experiência acolhedora e inclusiva

PREFEITURA DE NITERÓI
COORDENADORIA GERAL DE COMUNICAÇÃO

Espaços culturais da Prefeitura de Niterói promovem experiência acolhedora e inclusiva

Equipamentos públicos da cidade emprestam mochilas sensoriais para dar mais conforto aos visitantes autistas e neurodivergentes


6/07/2026 - Em Niterói, cultura e acessibilidade caminham juntas. Cinco dos principais equipamentos culturais públicos da cidade passaram a oferecer mochilas sensoriais para pessoas autistas e neurodivergentes. A iniciativa da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, tem como objetivo proporcionar aos visitantes proteção sensorial, conforto e autorregulação, transformando o passeio em uma experiência acolhedora e inclusiva.


As mochilas estão disponíveis para empréstimo no Teatro Popular Oscar Niemeyer, no Caminho Niemeyer; no Centro Cultural Cauby Peixoto, no Fonseca; no Centro Eco Cultural Sueli Pontes, em Piratininga; no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), na Boa Viagem; e no Centro Cultural de Cidadania e Economia Criativa, conhecido como MACquinho, no Ingá. A retirada é gratuita, mediante a apresentação de um documento oficial com foto, que ficará retido até a devolução do kit. O material pode ser utilizado durante todo o período de permanência nos espaços, com devolução obrigatória ao fim da visita.

“Em Niterói, temos um compromisso permanente com a inclusão e a acessibilidade, fundamentais para que todos possam exercer sua cidadania de forma plena. Inauguramos o CAIS, o porto seguro das famílias atípicas da cidade, que é a porta de entrada para toda uma rede de serviços, e agora estamos disponibilizando as mochilas sensoriais nos equipamentos culturais. Os kits oferecem suporte a pessoas com sensibilidades sensoriais, contribuindo para uma experiência cultural mais confortável, segura e adequada às necessidades de cada um”, ressalta o prefeito Rodrigo Neves.

Cada kit contém itens como abafadores de ruído (ou protetores auriculares), que ajudam pessoas com hipersensibilidade auditiva a lidar com o excesso de barulho, evitando sobrecargas e crises sensoriais; bolinhas antiestresse, que funcionam como uma importante ferramenta de acessibilidade invisível para pessoas autistas, auxiliando na proteção do sistema nervoso e na autorregulação diante dos estímulos do ambiente; pulseiras luminosas, que podem funcionar como recurso de estimulação visual suave e previsível, promovendo relaxamento, conforto e sensação de bem-estar para algumas pessoas; e óculos escuros, que auxiliam na redução da intensidade da luz e do excesso de estímulos visuais, proporcionando maior conforto em locais com iluminação forte, luzes artificiais intensas ou reflexos excessivos, ajudando a prevenir desconforto visual e sobrecarga sensorial.

“Garantir que pessoas autistas e neurodivergentes possam acessar os nossos equipamentos com acolhimento, conforto e autonomia é uma forma concreta de afirmar a cultura como direito. Queremos que todos se sintam pertencentes nesses espaços”, afirma a secretária municipal das Culturas, Júlia Pacheco.

Após cada utilização, a equipe responsável realiza a higienização completa da mochila e de seus itens, garantindo que o recurso esteja sempre organizado, seguro e em boas condições para os próximos usuários. O cuidado coletivo com o material é fundamental para que ele permaneça disponível para todas as pessoas que necessitem desse recurso.

A psicóloga Andressa Hernams, de 45 anos, aprovou a mochila sensorial. Ela retirou o kit para o filho, Augusto, durante uma visita dos dois ao MAC. O adolescente, de 14 anos, é autista e teve uma boa experiência durante o passeio.

"Achei a iniciativa muito importante, porque inclui essas pessoas nesses espaços. Os autistas têm questões sensoriais, e o kit oferece itens que permitem desfrutar o ambiente cultural com mais conforto, como o abafador, que ajuda a focar em lugares com muitos ruídos, e a bolinha antiestresse, que contribui para a autorregulação em meio aos estímulos. Lugar de autista é onde ele quiser, não apenas dentro de casa ou do consultório", ressaltou Andressa.

Referência no atendimento a famílias atípicas

Em novembro do ano passado, a Prefeitura de Niterói inaugurou o Centro de Avaliação e Inclusão Social (CAIS). Localizada no Centro, a unidade representa um marco na política municipal voltada às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O CAIS foi estruturado como um espaço de referência no acolhimento, na avaliação clínica e na construção de caminhos de cuidado para casos suspeitos de TEA. O modelo reúne, em uma mesma rede de apoio, profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social, cultura, trabalho e acessibilidade, promovendo uma atuação integrada entre as secretarias municipais. A proposta de centralizar diagnóstico, orientação e encaminhamentos é considerada essencial por profissionais e familiares.

Apoio escolar -  A Prefeitura está com inscrições abertas para o processo seletivo simplificado para a contratação temporária de 300 Agentes de Apoio Escolar, que irão reforçar o atendimento aos estudantes da Rede Municipal de Educação.  A contratação temporária tem como objetivo atender ao crescimento da demanda por educação especial nas escolas da rede municipal e ampliar as estratégias de inclusão, enquanto a Prefeitura avança na realização do concurso público para o cargo, criado por lei sancionada recentemente pelo prefeito Rodrigo Neves. A medida integra a nova Política Municipal de Educação Especial Inclusiva, estruturada em alinhamento com as diretrizes do Ministério da Educação.

Prioridade - Em Niterói, é possível emitir a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA). O documento é gratuito e possui um QR Code que comprova a apresentação dos laudos exigidos, garantindo mais segurança e veracidade ao processo de identificação, além de assegurar prioridade no atendimento em estabelecimentos públicos e privados, conforme previsto em lei.

Moeda Arariboia - A legislação que instituiu a Moeda Social Arariboia foi ampliada para incluir, entre os beneficiários, mães atípicas, além de pessoas com deficiência.

Niterói Cuida de Quem Cuida - Desde 2024, foi implementada na cidade a Política Municipal de Atenção à Mãe Atípica "Niterói Cuida de Quem Cuida", que define diretrizes e ações para atender mães de filhos e filhas com deficiência, síndromes, transtornos, doenças raras, TDAH e dislexia, entre outros casos. A lei busca melhorar a qualidade de vida das mães atípicas, considerando as dimensões emocional, física, cultural, social e familiar; estimular a ampliação de políticas públicas voltadas à preservação da saúde mental materna, com apoio ao acesso a serviços psicológicos, terapêuticos e assistenciais; e desenvolver ações de bem-estar e autocuidado como parte da rotina, para prevenir e reduzir sintomas de transtornos psíquicos, comuns em pessoas que vivenciam situações desafiadoras diariamente.

Créditos das fotos:
Mochila e itens do kit: Divulgação
Personagens: Bruno Eduardo Alves

Legendas:
Fotos de personagens: A psicóloga Andressa Hernams visita o MAC com o filho Augusto, de 14 anos, que é autista e usou a mochila sensorial durante o passeio
Fotos da mochila e do kit: A mochila sensorial contém itens que fazem do passeio uma experiência acolhedora e inclusiva para pessoas autistas e neurodivergentes

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